Dinamarca

Lá pelos reinos da Dinamarca, a onda raw já é coisa do dia-a-dia.

Estive na Escandinávia por 10 dias e vi um povo em harmonia. A civilidade reina nas ruas, todos se respeitam e a ordem se cumpre.

Para minha surpresa, num pais tão frio, todas as pessoas com quem tive contato conheciam algo de raw food, sendo praticantes em algum nível. Não me olhavam com cara de ET qdo eu dizia que era chef de culinária viva! Ufa, que bom não ter que explicar o que faço…

Um dia parei na rua e perguntei para uma pedestre se ele sabia onde era a rua de um restaurante chamado Simple Raw.  Ela sabia exatamente onde era e me ensinou a chegar lá, como se mostrasse onde era o McDonald’s.

Sim, lá tem váaaaaaaaarios restaurantes de comida viva.

E lojinhas também. Produtos raw a venda por toda a cidade.

Essas barrinhas de cereais estavam a venda em farmácias!

Pirei nas manteigas de sementes…

E nos chocolates!

E as baunilhas??? De todas as espessuras, formas e aromas…

Para ralar!

Óleo essencial.

Raw agave com baunilha.

E nas azeitonas cruas…

A honestidade chega ao ponto de indicarem o percentual de orgânicos ou de crus em cada produto ou restaurante.

Em todos os cafés convencionais da cidade era possível tomar um shot de gengibre com maça feito na hora.

A experiência foi incrível tanto nos restaurantes especializados como nos convencionais, pois quando dizia que comia raw food, os chefs sempre davam um jeito de preparar um prato para mim.

Carpaccio de batatas cruas com trufas negras e cogumelos.

Salada com algas da ilha de Samso, pistaches e mulberries.

Salada de aspargos, brocolis, pepino recheado e purê de cenoura.

Mas foi nos 4 restaurantes vivos que tive as melhores surpresas, claro.

Sopa de pecans e aipo com pó de cogumelos e cacau. Cracker de linhaça e salada de repolho com couve desidratada.

Pão de centeio com pasta de beringela de entrada.

A água disponível para beber também tem um pedaço de carvão dentro!

Mas diferenças para a nossa culinária são muitas.

Não dão muita importância para germinação, mas hidratam a maioria das sementes.

 Poucas receitas com frutas frescas, mas muitos shakes, como eles chamam, smothies.

Estes com títulos bem bons.

Usam muitas sementes oleaginosas e óleos de vários tipos, devido ao clima frio.

E os doces, ah, sempre eles…

Degustação de tortas: chocolate, morango e limão.

Cheesecake com glaceado de beterrabas e sorvete de frutas vermelhas.

Vitrine de patisserie viva!

Na rua, uma demonstração de culinária viva feita com sobras dos supermercados.

Sushis do projeto Regastro.

Nos supermercados, uma placa informa os produtos da estação.

E nos mercados de rua, as flores reinam.

Ao lado dos temperos.

Frescos ou desidratados…

Mas sempre orgânicos!

Sai de lá refletindo sobre o futuro da alimentação viva, se ela será ou não amplamente disseminada nos povos futuros.

E sonhei com o dia em que, passeando de bicicleta pelo meu bairro, comprasse uma baguete viva e seguisse para um piquenique no parque mais próximo, como quem passa na padaria e no jornaleiro.

Até a próxima viagem!

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